Pedro Nuno Santos regressa ao Parlamento "para fazer combate a Governo medíocre"

Pedro Nuno Santos regressa ao Parlamento "para fazer combate a Governo medíocre"

No regresso ao Parlamento, o ex-líder do PS lançou críticas ao Governo, assegurou que nunca será adepto de uma "estratégia centrista" e disse ter "muito respeito" por José Luís Carneiro.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Pedro Pina - RTP

O ex-secretário-geral do PS Pedro Nuno Santos voltou esta quarta-feira ao Parlamento para retomar o mandato de deputado, que suspendeu em outubro do ano passado. Em declarações aos jornalistas, o socialista disse regressar para “combater um Governo que é medíocre”.

Todos somos poucos para combater um Governo que é medíocre, incompetente, não conseguiu até agora resolver nenhum dos problemas que herdou, agravando alguns, como é o caso da saúde ou da habitação”, começou por dizer Pedro Nuno Santos.

O deputado insistiu que o Executivo de Luís Montenegro “é liderado por gente muito pouco séria e que tem como única missão transferir rendimento dos de baixo para os de cima e fazer aprovar legislação que tem como único objetivo fragilizar, causar mais insegurança e precariedade a quem já tem uma vida precária”. “Eu cá estou para fazer esse combate a este Governo medíocre e de gente muito pouco séria”, reiterou.

Quanto ao PS, disse que apesar de ser do mesmo partido de José Luís Carneiro, há “muita coisa” que o distancia do secretário-geral do partido.

“Eu sou um social-democrata de esquerda, que defende um Estado forte como instrumento do desenvolvimento nacional”, explicou. “Portanto, não sou adepto de nenhuma estratégia centrista nem nunca serei”.

Pedro Nuno Santos assegurou, porém, que tem “muito mais respeito por José Luís Carneiro do que pelos taticistas que se escondem atrás da porta à espera que o vento mude a favor do PS ou da esquerda para avançarem para a liderança do partido”.

O ex-líder do PS regressa ao Parlamento seis meses depois de ter decidido suspender o mandato de deputado em outubro passado, antes da discussão e votação na generalidade do Orçamento do Estado para 2026.

Na altura, justificou a decisão com "motivo ponderoso de natureza pessoal e profissional". Agora volta sem regime de exclusividade, já que pretende manter o trabalho que tem desenvolvido em São João da Madeira em empresas do pai.
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